O piloto daquele moderno Boeing da Tap - Transportes Aéreos Portugueses - tinha o significativo nome de Comandante Joaquim dos Aires. Pois estava nosso comandante placidamente a pilotar seu possante jato, em um habitual vôo internacional, quando o painel acusa pane numa das turbinas.
Bem treinado para esse tipo de situação, comunica-se imediatamente com a torre de comando do aeroporto mais próximo: Um pequeno aeroporto, de uma pequena cidade, de um pequeno país. Não havia outro jeito. O pouso de emergência teria que ser lá mesmo, apesar das pequenas proporções do local. Com muita habilidade, Comandante Joaquim conduz a aeronave, obedecendo a todos os procedimentos para a aterrissagem forçada, com a mais absoluta destreza. No entanto, ao primeiro contato visual com o aeroporto, o velho lobo dos ares começa a suar frio:
- Ai, Jesus! Iesta pista é por demais pequena! Bem menoire do que ieu estava a imaginaire! Mas ieu vou conseguire! Nossa Senhoira de Fátima há de me ajudaire! Ieu vou conseguire!
E lá vem o comandante, pisando desesperadamente nos freios, segurando seu jato como se fosse um cavalo bravo. O pouso é dramático, o avião toca no solo, vem que vem cantando os pneus, fumaceira danada, vai passar da pista. . . Não vai dar, não vai dar. . . Deu!
Comandante Joaquim nem acredita, tá lá o bichão fumegando, o focinho precipitado para fora da pista, mas parado! E todos a salvo! Ele suspira aliviado. Olha para a frente, pela janelinha de sua cabine, e não contém o comentário:
- Ó, raios! Mas como é curta esta pista!
Então olha para a direita, para a esquerda, e completa:
- E Como É Larga!
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